Pular para o conteúdo principal

Nosso País (Versão I)

 (sample hino nacional)



O nosso país 

De um povo heroico o brado retumbante 

De uma nação com violência a todo instante  

com sentido! oposto ao teu 

com sentido! vindo ao meu 

o nosso país, é um país 

sem problemas/sem dilemas 

e 100 quarentenas! 

as grades de um país 

nos prendem ao redor do mundo 

do cinema mudo 

do fim do mundo

sem saída

sem rumo 

de um pais importuno

sem um posto 

sem um rosto 

sem um pecado capital


nesse país 

que ronda poesia noir 

que a violência aparece no ar 

nos gestos mais banais de crimes liberais 

nos gestos individuais de pecados capitais 



metapoemas não vão nos decifrar 

o sistema vai justificar 

a cada hora, a cada dia  

por mes, essa escassez 


a cada ano, a cada dia 

a gente passa o pano 

quando silencia 



o nosso país

é um país que ronda violência no ar 

que os filmes parecem noir 

nos gestos mais banais de crimes liberais 

nos gestos individuais de pecados capitais 


(sample hino nacional assovio) 





entre o teu ônibus lotado 

entre as minhas cartas de saudade

entre 1989 entre 2018

entre um muro de Berlim dentro de ti entre uma parede separando nossos beijos 

entre o filme noir entre a violência da cidade 

entre o triangulo mineiro (entre o lugar q tiver)


Yago Conforte | 2022 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Sol.

  O sol não vai abrir Nem vai ficar pra eu seguir E só há uma nuvem no céu Fechando o tempo pra apagar A juventude que a ainda há Trajando o brilho que apagou Traçando a rota pelo olhar Vivendo o que restou Onde ele não vai abrir mais Hoje ele não quer sair mais Onde ele não vai ouvir mais Nada além de paz (2x) O sol não quer sair Nem quer raiar onde eu vi E só há a neblina no céu Cortando a vista do meu olhar Que ainda treme ao perceber Que você não voltar Os olhos úmidos pra esquecer A névoa turva que há no ar Onde ele não vai abrir mais Hoje ele não quer sair mais Onde ele não vai ouvir mais Nada além de paz (2x)                                        Yago Conforte.

Canção de Minas - Yago Conforte

  A hora vai escrever a canção de Minas Agora vai do coração, tão bela às ruínas Minas Gerais é nossa, em versos e rimas Das catedrais, belo horizonte ou Centralina A fumaça do trem, do café, envolve meu corpo Tiradentes também numa estátua remete o teu povo Diz o corvo além: "nunca mais" o poeta de novo Escreve pra quem? Faz poema com teu nome Porto Dos biomas daqui, só se leva a memória no peito Nossa bandeira também diz muito ao nosso respeito Nas ruas centenárias, nas estradas que cortam a vida São tuas as viagens, pela janela cada um é uma ilha

Afinal de Contas.

 afinal de contas quais as contas do passado? afinal de contas, não nascemos acabados no fim das contas tô mais velho e cansado nos anos 2000 tudo que eu tenho é o passado  o passado te condena  e teu crime não compensa  se o passado é uma roupa que não nos serve mais qual o fardo carregamos em crises emocionais  uma nova edição de uma revista em português com cenas de sexo, mentiras e nudez  todo erro do passado  na bagagem pessoal  da impressora da memória  do encontro casual "wild Heart" arquiteta o coração  "Oscar Niemeyer" arquitetos de plantão  "On the road na estrada, na alma embriagada" Aquele conto do passado do corvo na madrugada afinal de contas quais as contas do passado? afinal de contas, não nascemos acabados no fim das contas tô mais velho e cansado nos anos 2000 tudo que eu tenho é o passado  o passado te condena  e teu crime não compensa  se o passado é uma roupa que não nos serve mais qual o fardo ca...