memórias anotadas
seu nome na garganta
lembranças escutadas
de uma guerra santa
a sombra dos meus passos na frente da memória
seus passos me enganam
nessa trajetória
esqueça (esqueça)
não veja (não veja)
uma placa no caminho
dizendo o sentido
mas qual o sentido?
dessa direção
nossa reação
sempre é a mesma
a mesma solução
pra nossa incerteza
esqueça (esqueça)
não veja (não veja)
a placa sem sentido
o conhaque já vencido
insensatez do coração
cigarro escondido
esqueça o que já foi
não veja o que não vem
esqueça se já foi
esqueça se não vem
não esqueça o sentido
da vida
do abrigo...
Yago Cönfort
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